".........Em julho do ano passado, o governo do Pará, que também lutava para rever a marca do cupuaçu, foi informado pela Asahi Foods que estavam desistindo de brigar na Justiça reconhecendo o direito dos brasileiros sobre suas frutas e plantas nativas..." ***
aponeses registram patentes de acerola e plantas nativas do Brasil
Data: 11-09-2003
BELÉM - A empresária
paraense Solange Mota levou um susto ao tentar fechar negócio com uma empresa
portuguesa, esta semana, para a venda de suco concentrado de acerola.
Solange foi avisada pelo empresário português Francisco Esteves de que teria
de pagar royalties a uma empresa do Japão
porque a acerola tinha acabado de ser
patenteada naquele país.
"Estou amarrada, perplexa com esta informação, porque sempre vendi suco
concentrado e polpa de acerola
para a França e os Estados Unidos e
nunca tive nenhum problema, porque pensava que a acerola
não tivesse dono" disse Solange.
Ela informou ontem mesmo o governo do Estado do Pará o que estava acontecendo e
pedindo orientações de como proceder daqui por diante por temer prejuízos
financeiros para sua empresa e também
para outras exportadoras de sucos de frutas típicas da Amazônia.
Ajuda estadual - A Sucasa, empresa de Solange, localizada em Castanhal a
65 quilômetros da capital paraense, exportou para a Europa e
os Estados Unidos outros sucos concentrados como maracujá, cupuaçu, açaí e
guaraná, mas agora terá de buscar ajuda do governo estadual para lutar na
Justiça pelos seus direitos.
Solange solicitou do empresário Francisco Esteves toda documentação possível
sobre o processo de patente da acerola
no Japão para, então, poder tomar as
providências possíveis.
"Eu até perguntei para o sr. Esteves se não era pela patente do cupuaçu
que estava sendo cobrado royalties, porém ele me garantiu que se tratava mesmo
era da acerola."
Reincidente - A empresa japonesa Asahi Foods no começo deste ano anunciou, para
perplexidade nacional, que era dona da marca cupuaçu. Imediatamente, a organização
não-governamental do Estado do Acre, Amazonlink, começou na Justiça uma
batalha para cassar a patente da fruta.
Além disso, a Amazonlink denunciou que também a andiroba e a copaiba - duas
plantas medicinais da Amazônia - já tinham suas marcas registradas no
Departamento de Patentes da cidade de Tóquio, no Japão.
Em julho do ano passado, o governo do Pará, que também lutava para
rever a marca do cupuaçu, foi informado pela Asahi Foods que estavam desistindo
de brigar na Justiça reconhecendo o direito dos brasileiros sobre suas frutas e
plantas nativas.
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